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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Nova ferramenta de diagnóstico da asma alérgica

Investigadores concebem dispositivo mais rápido e não-invasivo

A asma alérgica afecta directamente as vias aéreas.
A asma alérgica afecta directamente as vias aéreas.
Uma equipa de investigação das universidades de Aveiro (UA) e Madeira (UM) e do Serviço de Pediatria do Hospital Infante D. Pedro, em Aveiro, está a trabalhar numa nova abordagem metodológica para caracterizar a asma alérgica em função dos seus padrões metabolómicos. O grande objectivo deste método é conseguir desenvolver novas estratégias para um diagnóstico precoce, terapias de monitorização e compreensão das patogenias desta doença crónica, que afecta milhões de pessoas em todo o mundo.

A asma alérgica (um sub-tipo de asma) é um problema de saúde crescente que afecta todas as faixas etárias. Os agentes alérgicos responsáveis são comuns ao dia-a-dia de qualquer individuo, tais como, ácaros, mofo, pólen e alimentos ou conservantes destes. Através de um método inovador, os investigadores analisaram os compostos voláteis no ar utilizando a técnica GC/MS. A equipa defende que o ar exalado por um paciente é um bom ponto de partida para a investigação, uma vez que a asma alérgica afecta directamente as vias aéreas.

Quando o stress danifica o DNA

Investigadores descobrem mecanismo que ajuda a explicar acumulação de danos

2011-08-22
Stress crónico leva à redução da proteína que impede  alterações genómicas
Stress crónico leva à redução da proteína que impede alterações genómicas
Durante anos, investigadores têm publicado artigos que associam o stress crónico a danos cromossómicos.

Agora, na Duke University Medical Center , EUA, descobriram um mecanismo que ajuda a explicar a resposta ao stress, em termos de danos ao DNA, avança a revista Nature.

“Acreditamos que este é o primeiro estudo a propor um mecanismo específico através do qual uma marca registada do stress crónico, a adrenalina elevada, poderia, eventualmente, causar danos no DNA que são detectáveis”, explicou um dos autores do estudo, Robert J. Lefkowitz, cientista da Duke University Medical Center.

Para realizar a experiência, introduziu-se um composto de adrenalina em ratos que funciona através de um receptor chamado de receptor adrenérgico beta. Os cientistas descobriram que este modelo de stress crónico despoletou certos caminhos biológicos que resultaram numa acumulação danos no DNA.

Segundo Robert J. Lefkowitz, “isto pode fornecer uma explicação plausível de como o stress crónico pode causar vários distúrbios humanos, que vão desde aspectos meramente cosméticos, como cabelos grisalhos, até doenças graves ou mortais”.

A proteína P53 é supressora de tumores e é considerada "guardiã do genoma", ou seja, aquela que impede alterações genómicas.

“O estudo mostrou que o stress crónico leva à redução prolongada dos níveis de P53”, disse Makoto Hara, colega de laboratório de Robert J. Lefkowitz. Assim, “colocamos a hipótese de que esta é a razão para as irregularidades cromossómicas encontradas nos ratos cronicamente stressados”.

Nas próximas investigações, Robert J. Lefkowitz pretende estudar ratos que são colocados sob stress (contido), criando assim sua própria adrenalina ou reacção de stress, para saber se as reacções físicas do stress também levam ao acúmulo de danos no DNA.

A vida tem mais de 3,4 mil milhões de anos

Cientistas descobrem os fósseis de micróbios mais antigos da Terra

2011-08-22
Reconstrução em 3D do micróbio de 3,4 bilhões de anos achado na Austrália (AFP/HO/NATURE, David Wacey and Derek Gertsmann)
Reconstrução em 3D do micróbio de 3,4 bilhões de anos achado na Austrália (AFP/HO/NATURE, David Wacey and Derek Gertsmann)
Foram descobertos, em rochas australianas, fósseis de micróbios com mais de 3,4 mil milhões de anos que viviam num ambiente sem oxigénio e prosperaram graças a compostos à base de enxofre, revela um estudo publicado na revista Nature Geoscience, avança a LUSA.

“Temos finalmente uma boa prova de que a vida tem mais de 3,4 mil milhões de anos. Isto prova a existência de bactérias que viviam sem oxigénio”, adiantou um dos responsáveis pelo estudo, o professor Martin Brasier da Universidade de Oxford.
Segundo um comunicado desta universidade, tratam-se “dos fósseis mais antigos encontrados na Terra”.

O planeta Terra tem cerca de 4,5 mil milhões de anos. O primeiro registo de vida data de entre 3,5 mil milhões a 3,8 mil milhões de anos, de acordo com anteriores trabalhos científicos.

Os fósseis agora encontrados por David Wacey e pela sua equipa numa das mais antigas praias do planeta, num local isolado chamado Strandley Pool, estão associados a cristais microscópicos de pirite, minerais à base de sulfato de ferro.

Esses cristais serão resultado da actividade biológica (metabolismo) passada dos micro-organismos fósseis.

Os cientistas estimam poder “ter a certeza absoluta da idade” dos fósseis, já que as rochas sedimentares onde foram encontradas foram formadas entre dois episódios vulcânicos.

“Isso limita em algumas dezenas de milhões de anos” o intervalo de tempo durante o qual os fósseis se poderão ter formado, precisou Martin Brasier.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Pensamento do dia

"Devem ser evitados os tristes de que tudo se queixam." 
  Séneca

Planeta negro “como o carvão”

Exoplaneta TrES-2b é, que se conheça, o mais escuro do Universo



Sistema planetário TrES-2
Astrónomos do Instituto de Astrofísica Harvard-Smithsonian (EUA) descobriram o planeta mais escuro (até agora) do Universo. É o exoplaneta TrES-2b, um gigante de gás do tamanho de Júpiter. Situa-se a 750 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Draco, e foi descoberto em 2006 durante o Trans-Atlantic Exoplanet Survey. Este astro reflecte menos de 1 por cento da luz da estrela que orbita, o que faz com que seja uma planeta “tão negro como o carvão”.
“Pelo que conseguimos perceber”, afirma em declarações á revista «ScienceNews» o astrónomo David Kipping, um dos autores da investigação, “o TrES-2b é muito menos reflector do que a tinta acrílica preta, o que torna este mundo muito bizarro”.O estudo está publicado na «Monthly Notices of the Royal Astronomical Society».

O planeta Júpiter está envolvido em nuvens brilhantes de amoníaco que reflectem mais de um terço da luz do sol que recebe. Ao contrário deste, este exoplaneta não tem nuvens reflectoras porque está muito mais perto da sua estrela (4,8 milhões de quilómetros) e as altas temperaturas (mais de 980 graus célsius) impede que as nuvens se formem.
A sua atmosfera tem compostos químicos que absorvem a luz, como o sódio, o potássio e óxido de titânio (em estado gasoso). No entanto, os cientistas admitem que a presença destes elementos não explica totalmente a escuridão do planeta.
Dados do telescópio espacial Kepler combinados com outras observações, permitiram que os investigadores medissem o brilho do sistema planetário TrES-2 quando o TrES-2b orbitava em torno da sua estrela para, assim, detectar o seu trânsito, ou seja, procuraram uma pequena diminuição do seu brilho que aconteceria quando o planeta passasse à frente da estrela.
Ao combinar a precisão do Kepler com outras observações percebeu-se que a mudança registada no brilho era a menor que já se tinha observado num exoplaneta.

Explosão solar na região AR11263

Ocorrência afecta meio ambiente e é um risco para aviões

Explosões solares emitem radiações para a Terra.
Explosões solares emitem radiações para a Terra.
A Nasa divulgou esta semana a foto de uma explosão solar na região denominada AR11263, tirada pelo telescópio espacial SDO (sigla em inglês de Observatório de Dinâmica Solar). Os investigadores ainda não conseguiram explicar o fenómeno.

Essas explosões gigantescas de radiação trazem algum risco para pessoas que estão em aviões em altitudes elevadas, para além de afectarem o ambiente e serem capazes de interromper sinais de GPS ou provocar interferências nas comunicações.
Estas explosões são gigantescas, emanam energia, partículas de velocidade leves e altas no espaço. Estas chamas associam-se muitas vezes com tempestades solares magnéticas (CMEs). O número de explosões solares aumenta a aproximadamente cada 11 anos, e o sol vai-se movendo em direcção a outro máximo solar, provavelmente a partir de 2013 – o que significa que mais ocorrências deste género irão acontecer, algumas serão pequenas, mas outras poderão ser bastante grandes ao ponto de enviar radiações massivas para a Terra.

sábado, 13 de agosto de 2011

NASA prepara-se para lançar sonda espacial Juno

Tecnologia irá estudar Júpiter durante cinco anos

Juno estudará formação e evolução de Júpiter.
Juno estudará formação e evolução de Júpiter.
A NASA vai lançar, na próxima sexta-feira, a sonda de exploração espacial Juno para estudar a formação do planeta Júpiter e tirar conclusões sobre os planetas com a mesma composição. Alimentada por energia solar, a sonda que custou 1,1 mil milhões de dólares (763 milhões de euros), deve iniciar a odisseia de cinco anos em direcção ao maior planeta do sistema solar.

O objectivo é descobrir a quantidade de água no planeta, o que motiva os enormes campos magnéticos deste e se existe um núcleo sólido sob a sua atmosfera densa e quente.
"Se queremos compreender de onde vimos e como se formam os planetas, é Júpiter que devemos estudar porque é este que detém o segredo", disse Scott Bolton, investigador do programa científico Juno.

"Queremos conhecer a lista de ingredientes. Queremos descobrir a receita de formação destes planetas”, indicou ainda o cientista.

Em 1989, a Nasa lançou a sonda Galileo, que entrou na órbita de Júpiter em 1995 e se desintegrou em 2003. Outros engenhos espaciais da Nasa, como o Voyager 1 e 2, Ulysses e New Horizons também estudaram o quinto planeta do sistema solar.

Mas desta vez, o Juno irá mais perto do que algum outro já foi, indicou o especialista. "Ficaremos a apenas cinco mil quilómetros do planeta"
, acrescentou. Além de Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno também são considerados planetas gasosos.

Pensamento do dia

Que Humanidade é Esta? Se o homem não for capaz de organizar a economia mundial de forma a satisfazer as necessidades de uma humanidade que está a morrer de fome e de tudo, que humanidade é esta? Nós, que enchemos a boca com a palavra humanidade, acho que ainda não chegámos a isso, não somos seres humanos. Talvez cheguemos um dia a sê-lo, mas não somos, falta-nos mesmo muito. Temos aí o espectáculo do mundo e é uma coisa arrepiante. Vivemos ao lado de tudo o que é negativo como se não tivesse qualquer importância, a banalização do horror, a banalização da violência, da morte, sobretudo se for a morte dos outros, claro. Tanto nos faz que esteja a morrer gente em Sarajevo, e também não devemos falar desta cidade, porque o mundo é um imenso Sarajevo. E enquanto a consciência das pessoas não despertar isto continuará igual. Porque muito do que se faz, faz-se para nos manter a todos na abulia, na carência de vontade, para diminuir a nossa capacidade de intervenção cívica.

José Saramago, in 'Canarias7 (1994)'

BASTAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!

Porque será que são sempre os mesmos a pagar a crise?
As recentes medidas tomadas pelo governo Coelho & Portas acabam de dar um golpe terrivel nas classes com rendimentos mais baixos. 
Ao agravar o IVA de 6% para 23% sobre a electricidade e o gás este governo mostrou a sua verdadeira face. Tudo pela burguesia nada pelas classes mais desfavorecidas e a procissão ainda não saiu do adro, proximamente vai ser o pão e o leite.
Este 1º Ministro chumbou o PEC 4 do Governo Socrates mas está a implementar medidas de austeridade mais gravosas que o PEC 4.
Este 1º Ministro porque não aprende com Berlusconi que impôs um "imposto de solidariedade" de 5% para quem ganha mais de 90.000 € e 10% para quem ganha mais de 150.000€/ano.
Há dias li que o ex-presidente da AR, Jaime Gama foi-lhe atribuida uma reforma de 4.800€ e a dois generais 5.000€. São reformas pornográficas e são um atentado à esmagadora maioria dos pensionistas portugueses pois estes senhores não irão sentir os preços do gás e electricidade.
Portugueses o país está a saque, temos de sair para as ruas e mostrar a estes políticos de meia-tijela que não podem brincar com os deserdados desta sociedade.
Culpo também os escroques que comandam os destinos da UE, verdadeiros bonecos nas mãos da senhora Merkel. Até parece que a "Kaiser" vai conseguir aquilo que o "Führer" nunca conseguiu, isto é dominar a Europa a seu bel-prazer.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Pensamento do dia

Tolerância às Opiniões
"Para que os homens possam sentir-se felizes com a minha companhia, é necessário antes de tudo que eu tenha a grande força de ver como prováveis as opiniões a que aderiram, desde que as não venham contradizer os factos que posso observar; não devo supor-me infalível; não devo considerar-me a inteligência superior e única entre o bando de pobres seres incapazes de pensar; cumpre-me abafar todo o ímpeto que possa haver dentro de mim para lhes restringir o direito de pensarem e de exprimirem, como souberem e quiserem, os resultados a que puderam chegar; de outro modo, nada mais faria de que contribuir para matar o universo: porque ele só vive da vida que lhe insufla o pensamento poderoso e livre."

Agostinho da Silva, in 'Diário de Alcestes '

Cientistas detectam maior reservatório de água do universo

Registo feito num quasar a 12 mil milhões de anos-luz

Ilustração do quasar APM 08279+5255 (Imagem: Nasa / ESA)
Ilustração do quasar APM 08279+5255 (Imagem: Nasa / ESA)
Duas equipas de astrónomos lideradas por cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriram o maior e mais distante reservatório de água jamais encontrado no universo.
A massa de água localiza-se a 12 mil milhões de anos-luz, pelo que as imagens são de uma altura em que o universo tinha apenas 1,6 mil milhões de anos, e corresponde a 140 triliões de vezes toda a água dos oceanos terrestres, de acordo com a NASA e com o estudo que foi publicado na revista “Astrophysical Journal Letters”.
A água encontrada está a envolver um quasar -  um objecto brilhante e muito distante no universo, localizado no núcleo de uma galáxia e “alimentado” pela energia de um buraco negro supermassivo.
O APM 08279+5255, quasar observado nesta investigação, tem um buraco negro 20 mil milhões de vezes mais massivo do que o Sol e produz energia superior à energia de triliões de sóis.
O vapor de água ajuda a compreender a natureza deste quasar e a sua medição revela que há gás suficiente para alimentar o buraco negro até que atinja seis vezes o seu tamanho.
O gás libertado pelo buraco negro apresenta uma temperatura de 53 graus negativos, o que é cinco vezes mais quente do que os gases soltos na Via Láctea. “O ambiente em volta deste quasar é muito peculiar e é por isso que produz essa grande massa de água”, disse Matt Bradford, cientista do Laboratório da NASA, em Pasadena (Califórnia).
Embora já se tivesse detectado vapor de água em outras partes do universo, nunca tinha sido em tão grandes quantidades. De acordo com Matt Bradford, a nova descoberta “é uma demonstração de que a água está por todo o universo, mesmo nos seus primórdios".

Pensamento do dia

"O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado." 
Einstein , Albert

Encontrados doze vulcões submarinos desconhecidos

Estruturas geológicas foram descobertas no oceano Antárctico


Mapeamento dos doze vulcões (Clique para aumentar)
Mapeamento dos doze vulcões (Clique para aumentar)
Uma cadeia de doze vulcões, alguns com três quilómetros de altitude, foi encontrada nas águas do Oceano Antárctico por cientistas do British Antarctic Survey (BAS), sendo este mais um passo para uma melhor compreensão da actividade vulcânica.
De acordo com a BAS, a investigação foi realizada através do navio oceanográfico “RRS James Clark Ross”, onde os cientistas mapearam o fundo do mar junto às ilhas South Sandwich, durante duas missões, em 2007 e 2010.
Os vulcões submarinos foram encontrados numa área com aproximadamente 600 quilómetros de extensão por 150 de largura. “Os cientistas encontraram crateras de cinco quilómetros de diâmetro, originadas pelo colapso de vulcões, e ainda sete vulcões activos observáveis acima do nível do mar”, explicou o BAS.

Este trabalho traz avanços científicos para “a compreensão do que acontece quando há erupção ou colapso de vulcões debaixo de água e o seu potencial para criar tsunamis”, garantiu o  centro de investigação.

Os investigadores concluíram ainda que as águas aquecidas pela actividade vulcânica criam um habitat rico para muitas espécies de fauna e “acrescenta uma nova visão sobre a vida na Terra”.
"Há muita coisa que não entendemos sobre a actividade vulcânica submarina. É provável que os vulcões estejam em erupção ou colapso a toda a hora. As tecnologias que os cientistas podem agora usar a partir de navios não só nos dão uma oportunidade de conhecer a história da evolução da Terra, mas também ajudam a lançar uma nova luz sobre o desenvolvimento dos acontecimentos naturais que apresentam riscos para as pessoas", disse Phil Leat, do BAS, no Simpósio Internacional de Ciências da Terra da Antártida.

Buracos negros não “acordam” com fusões de galáxias

Investigação internacional está publicada no «Astrophysical Journal»


O estudo foi baseado na observação detalhada de mais de 600 galáxias activas
O estudo foi baseado na observação detalhada de mais de 600 galáxias activas
Uma equipa de cientistas descobriu que a maioria dos buracos negros que estão no centro das galáxias desde os últimos 11 mil milhões de anos “não se tornaram activos devido a fusões de galáxias, como se pensava até agora.
Esta é a conclusão de um estudo publicado hoje no «Astrophysical Journal» e que tinha por objectivo descobrir a origem “do material que activa o buraco negro adormecido, originando violentas explosões no centro da galáxia e tornando-se num núcleo activo”.

Os astrónomos acreditavam que a maioria destes núcleos activos se “acendiam” quando se dava uma fusão de duas galáxias ou quando duas galáxias passavam muito perto uma da outra e o material ‘perturbado’ se tornava o combustível do buraco negro central”.
O novo estudo, que combina dados do Very Large Telescope do ESO (Observatório Europeu do Sul) e do observatório espacial de raios X XMM-Newton da ESA (Agência Espacial Europeia), indica que a “ideia pode estar errada no caso de muitas galáxias activas”.
A equipa de cientistas descobriu que “os núcleos activos são encontrados maioritariamente em galáxias com massa muito elevada, que contém muita matéria escura”. É referido também que a “maior parte dos núcleos activos se encontra em galáxias com massas cerca de 20 vezes maiores do que o valor previsto pela teoria da fusão”.
“Estes resultados abrem-nos uma nova janela sobre como é que os buracos negros de massa extremamente elevada iniciam as suas refeições”, adiantou Viola Allevato, autora principal do artigo. A cientista referiu ainda que “os resultados indicam que os buracos negros são normalmente alimentados por processos gerados no interior da própria galáxia, tais como instabilidades do disco e formação estelar violenta, em oposição a colisões de galáxias”.
Outra das autoras do estudo, Marcella Brusa, disse que o estudo “demorou cinco anos, mas conseguiu-se obter “um dos maiores e mais completos catálogos das galáxias activas no céu de raios X”.
O estudo foi baseado na observação detalhada de mais de 600 galáxias activas numa região do céu extensivamente estudada, o chamado campo COSMOS.
Para chegar a estas conclusões, a equipa observou detalhadamente mais “de 600 galáxias activas numa região do céu extensivamente estudada, o chamado campo COSMOS (uma área com cerca de dez vezes o tamanho da Lua Cheia, na constelação do Sextante)”.

Homens são mais propensos a cancro do fígado

Explicação encontra-se num gene ligado ao androgénio

2011-07-22

Doença é sete vezes mais prevalecente nos homens
Investigadores de Hong Kong descobriram que os homens são mais propensos a desenvolver cancro do fígado devido a um tipo de gene que está ligado às hormonas sexuais masculinas.
O estudo da Universidade de Hong Kong, iniciado em 2008, revela que mais de 70 por cento dos 50 pacientes que sofriam de cancro do fígado analisados produziram elevados níveis de um gene relacionado com o ciclo celular da quinase (CCRK, na sigla inglesa).
De acordo com os investigadores, o gene, um dos 17 mil do corpo humano, é directamente controlado e activado pela proteína receptora da hormona sexual masculina ou androgénio, o que explica o facto que, em 2007, o número de homens com a doença ter sido sete vezes superior ao das mulheres em todo o mundo.
Os cientistas concluíram ainda, com base em experiências em ratos de laboratório, que o CCRK figura também como um forte indutor no processo de crescimento anormal das células do fígado e na formação de tumores.
“Este estudo tem um impacto potencial clínico, pois representa a correlação entre o receptor (androgénio) e o desenvolvimento do cancro de fígado” e “também explica porque é que os homens têm um risco maior de sofrer de cancro de fígado do que as mulheres”, afirmaram o vice-reitor Joseph Sung e o chefe da investigação Mok Hing-yiu.
O cancro do fígado é terceiro tipo de cancro mais mortal do mundo, depois do cancro do pulmão e do cancro do cólon, não havendo actualmente qualquer tratamento eficaz.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Pensamento do dia

"Alguém disse que a vida é uma festa. A gente chega depois que começou e sai antes que acabe.
" (Elsa Maxwell)

Câmara de mil milhões de pixéis vai mapear a Via Láctea

Gaia é o nome da missão da ESA que vai ter início em 2013

Montagem dos 106 CCDs foi realizada na Astrium France, Toulouse (imagem ESA)
Montagem dos 106 CCDs foi realizada na Astrium France, Toulouse (imagem ESA)
A Agência Espacial Europeia (ESA) prepara-se para cartografar a Via Láctea com a maior câmara digital alguma vez construída. Composta por 106 detectores electrónicos, esta matriz com mil milhões de pixéis irá formar o «olho» de alta sensibilidade da missão Gaia. O lançamento está previsto para 2013.
A partir de 2013 e durante os cinco anos, a missão vai estudar mil milhões de estrelas dentro da Via Láctea e nas galáxias vizinhas. Será criado um catálogo único no qual estará especificado o brilho, as características espectrais e a posição e o deslocamento tridimensional de cada objecto observado, o que ajudará a revelar a composição, formação e evolução da Via Láctea.
Para estudar as estrelas mais distantes, cujo brilho é um milhão de vezes inferior ao que o olho humano é capaz de detectar, Gaia conta com um detector formado por 106 CCDs, uma versão avançada dos sensores das câmaras digitais convencionais.
Estes foram desenvolvidos pela empresa e2v Technologies, de Chelmsford, Reino Unido. Com uma forma rectangular, cada um dos sensores é ligeiramente mais pequeno do que um cartão de crédito e mais fino do que um cabelo humano. O plano focal, formado por um mosaico de CCDs de 0.5x1.0 m, foi montado nas instalações do contratante principal da missão, a Astrium France, em Toulouse.
Entre Maio e Junho, os técnicos fixaram os sensores na estrutura de suporte. “A montagem e o alinhamento preciso dos 106 CCDs é um passo crucial na montagem do plano focal do modelo de voo do Gaia”, explica Philippe Garé, responsável pela carga útil do Gaia.
A matriz principal é formada por 102 sensores dedicados à detecção de estrelas. Os outros quatro servem para comprovar a qualidade da imagem em cada um dos dois telescópios e para controlar a estabilidade do ângulo. Este tem como finalidade criar imagens tridimensionais das estrelas.
Para aumentar a sensibilidade dos sensores, o satélite manterá a sua temperatura a -110 graus centígrados. A estrutura de suporte dos CCDs, tal como grande parte do satélite, é feita de carbeto de silício, material resistente às deformações provocadas por mudanças de temperatura.
O Gaia vai operar a um milhão de quilómetros da Terra em direcção oposta ao Sol, onde o movimento orbital do nosso planeta equilibra as forças gravitacionais, criando um ponto de estabilidade no espaço.

Além das estrelas, estudará também outros corpos celestes, desde os pequenos objectos do Sistema Solar aos distantes quasares e galáxias, próximo dos limites do Universo observável.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

"Entre dois amigos, apenas um é amigo do outro."  
 Les Guêpes

Desenho mais antigo de rei egípcio encontrado em Assuão

Peça de arte rupestre pré-dinástica representa uma procissão de barcos supervisionada pelo rei


Desenho data da «dinastia zero» (3200-3000 a.C.)
Desenho data da «dinastia zero» (3200-3000 a.C.)
O desenho mais antigo que se conhece de um rei egípcio foi encontrado nas proximidades de Assuão (região de  Al Hamdulab), a 800 quilómetro do Cairo, por uma equipa de arqueólogos norte-americanos e italianos. Com cinco mil anos, o desenho é talhado em rocha e pertence ao período da chamada dinastia zero (3200-3000 a.C.).
Segundo o ministro de antiguidades egípcio Zahi Hawas, foi nessa época que ocorreu o complexo processo de unificação política até à criação do estado e do nascimento da primeira dinastia. Além do rei com uma coroa branca, do Alto Egipto, encontra-se ainda representada uma série de hieróglifos, forma de escrita que terá aparecido também por aquela época, e as primeiras imagens de uma celebração real, curiosamente muito semelhantes às que se encontram em épocas faraónicas.

No desenho, diz ainda Hawas, o rei é escoltado por seguidores de Hórus, deus dos Céus e símbolo da fertilidade do vale do Nilo. Estão também representadas cenas de luta, celebrações me barcos, símbolos do poder político e animais.
Para a arqueóloga María Carmela Gato, directora da investigação, a importância da descoberta está na sua composição. A peça de arte rupestre da época pré-dinástica “representa uma procissão de barcos supervisionada pelo rei acompanhado por dois porta-estandartes, um cortesão e um cão”, esclarece.
O desenho mostra semelhanças com as cenas talhadas na Paleta de Narmer, uma placa cerimonial de relevos representando o acontecimento histórico da unificação do Alto e Baixo Egipto.

Dez razões para não se caçar o Melro

SPEA envia carta aberta a ministra para revisão de nova lei

O melro não tem interesse económico.
O melro não tem interesse económico.
A reabertura da caça ao Melro (Turdus merula)  – prevista na Portaria 147/2011, de 7 de Abril –, é injustificada na opinião da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), especialmente por “não existirem razões técnicas e científicas que justifiquem a decisão nas épocas venatórias que se avizinham”, segundo refere um comunicado.

Neste contexto, a entidade decidiu manifestar-se junto do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, em carta aberta assinada pela própria presidente da direcção da sociedade, Clara Casanova Ferreira, pedindo um processo de revisão da Lei da Caça.
Recorde-se que há já mais de 20 anos que não se caça esta ave e, inclusivamente, “grande parte dos caçadores, questiona os motivos, a necessidade e a legitimidade desta decisão”. A missiva sublinha igualmente que, antes pelo contrário, existem pelo menos dez razões para não se caçar esta espécie.

O melro poderia mesmo até ser considerado a Ave Nacional – Portugal não tem uma –, por existir em todo o território nacional (Continente, Açores e Madeira) e pela sua presença na cultura popular e erudita.

Está associada aos meios urbanos e o risco de conflito entre caçadores e outros cidadãos é muito elevado. Segundo a SPEA, nem sempre é fácil calcular no terreno a distância das habitações e outros edifícios urbanos, e manter-se a 500 metros, exigidos por lei. Ou seja, a caça a uma espécie fortemente urbana irá aumentar a incidência de acidentes.

Outras razões apontadas pela sociedade defendem que não estão provados os alegados prejuízos na fruticultura e o melro não tem características de praga, tal como a maioria dos turdídeos europeus, é maioritariamente zoófago. Alimenta-se de toda a espécie de insectos, aranhas, minhocas e outros invertebrados que captura no solo e na vegetação herbácea.

Esta é ainda uma espécie sem tradição cinegética e sem interesse económico – o que não justifica a sua caça, para além de dispor de populações estáveis ou com aumento moderado – o Índice de Aves Comuns, que constitui um indicador oficial de sustentabilidade.

Próximo “rover” da ESA vai para Marte com tecnologia portuguesa

Universidade de Coimbra, Instituto Pedro Nunes e Active Space Technologies desenvolvem nova geração de aerogéis

2011-07-06
Por Luísa Marinho
Estes aerogéis distinguem-se dos demais “devido à sua flexibilidade”, diz Ricardo Patrício
Estes aerogéis distinguem-se dos demais “devido à sua flexibilidade”, diz Ricardo Patrício
O próximo rover da Agência Espacial Europeia (ESA) a pousar em Marte vai ter tecnologia portuguesa. Desenvolvida por investigadores da Universidade de Coimbra e do Instituto Pedro Nunes, em parceria com a empresa Active Space Technologies, uma nova geração de aerogéis vai garantir o isolamento térmico do veículo.
Em conversa com o «Ciência Hoje», Ricardo Patrício, responsável da Active Space Technologies, explica que este material se distingue dos demais aerogéis “devido à sua flexibilidade”.
O aerogel é um “material extremamente poroso e leve o que permite uma excelente performance técnica. É óptimo para aplicação espacial como isolante térmico de componentes electrónicos”, esclarece o investigador.
Os que estão agora a ser desenvolvido serão utilizados para manter uma gama de temperatura ideal para o bom funcionamento dos aparelhos electrónicos. “Principalmente para proteger do frio, visto que as temperaturas podem descer ao 40 graus negativos e os componentes electrónicos só funcionam até aos 20 negativos”, esclarece.
A grande vantagem do aerogel é a sua característica de flexibilidade, “muito importante para conter as vibrações de grande energia que vão acontecer durante o lançamento”.
Aerogéis serão usados como isolante térmico de componentes electrónicos
Aerogéis serão usados como isolante térmico de componentes electrónicos
Este projecto, iniciado em 2005, começou por ser uma proposta da Active Space Technologies ESA de estudo de mercado com o objectivo de perceber que tipo de aerosóis existia. “Deparamo-nos com esta lacuna no mercado e iniciámos o trabalho com a ESA para desenvolver a tecnologia”.
O segredo da flexibilidade do material está no uso de “um processo específico de secagem dos produtos à base de sílica que garante uma menor densidade e maior flexibilidade”.
Outras aplicações dos aerogéis
Além das aplicações na área das ciências espaciais, este material pode também ser aplicado em construção civil e ser utilizado para filtrar materiais pesados, como os hidrocarbonetos, por exemplo, para filtragem de derrames de petróleo no mar.
A aplicação na área da saúde é também uma das possibilidades. “Podemos criar um tipo de cápsulas para medicamentos que garantam a libertação controlada e segura de fármacos”.

“Temos um componente I&D bastante forte e estamos a estudar estas aplicações mas ainda internamente, a pensar em potenciais parceiros”.

domingo, 3 de julho de 2011

Pensamento do dia

"Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem."

Bertolt Brecht Bertolt Brecht Alemanha 1898 // 1956 Escritor/Dramaturgo

Posição em que grávidas dormem afecta risco de morte do feto

Estudo neo-zelandês foi o primeiro a investigar esta matéria

Dormir sobre o lado esquerdo acarreta menos riscos
Dormir sobre o lado esquerdo acarreta menos riscos
As mulheres grávidas no final da gestação podem reduzir o risco de morte fetal dormindo para o lado esquerdo, sugere um estudo de investigadores neo-zelandezes que foi publicado no “British Medical Journal”.
No entanto, visto que este este foi o primeiro trabalho a investigar o efeito da posição na qual as mães dormem na saúde do feto, em casos de bebés nados-mortos, e são necessários mais estudos que comprovem estes dados, os cientistas alertaram que ainda é precoce aconselhar as grávidas a dormirem só para esse lado.
Os resultados mostraram que as mulheres que não dormiram para o seu lado esquerdo (dormindo de costas ou para o lado direito), apresentaram quase o dobro do risco de dar à luz um nado-morto. Contudo, a equipa liderada por Tomasina Stacey, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, advertiu que o aumento absoluto do risco de morte fetal permanece pequeno.
Os partos com nados-mortos ocorreram em 1,96 por mil casos nas mulheres que dormiam do lado esquerdo, em comparação com 3,93 por mil casos entre aquelas que dormiam noutras posições.
De acordo com os investigadores, uma das possibilidades para esta ocorrência está relacionada com o facto de, quando a grávida dorme de costas ou sobre o seu lado direito, o feto poder comprimir a veia cava inferior, que leva o sangue para o coração, o que conduziria a uma diminuição da quantidade de sangue oxigenado que volta do coração para os órgãos da mãe e, em consequência, para o bebé.
Para o estudo, os investigadores entrevistaram 155 mulheres que tinham dado à luz um bebé morto após, pelo menos, 28 semanas de gestação. Estes dados foram comparados com 310 grávidas cuja gravidez evoluiu normalmente.
As mães foram submetidas a um questionário sobre a posição em que dormiam, a duração do sono e se acordavam frequentemente antes da gravidez ou durante o último mês, na última semana da gravidez e na noite anterior ao parto.  Os dados foram actualizados regularmente durante o último mês da gravideze mostraram que a posição em que as mães dormiam era o factor mais determinante das mortes prematuras.

sábado, 2 de julho de 2011

Morangos melhoram desempenho de glóbulos vermelhos

Consumo do fruto reflecte-se na capacidade antioxidade do sangue

 Morangos apresentam grande quantidade de flavonóides
Morangos apresentam grande quantidade de flavonóides
Os morangos aumentam a resposta dos glóbulos vermelhos do sangue perante o stress oxidativo, que ocorre em algumas situações patológicas - tais como doença cardiovascular, cancro ou diabetes - e fisiológicas – como nascimento, envelhecimento ou exercício físico -, revela um estudo publicado na revista "Food Chemistry".
Nesta investigação realizada por cientistas da Universidade Politécnica de Marche, na Itália, e da Universidade de Granada, em Espanha, um grupo de voluntários comeu meio quilo de morangos da variedade Sveva todos os dias durante duas semanas para demonstrar que a ingestão desta fruta melhora a capacidade antioxidante do sangue.
Embora os cientistas já tivessem tentado confirmar a capacidade antioxidante dos morangos em experiências laboratoriais in vitro, agora conseguiram demonstrá-lo in vivo.
Ao longo do período em que 12 voluntários saudáveis ingeriram durante o dia 500 gramas de morangos, foram recolhidas amostras de sangue, sendo que o mesmo processo foi repetido um mês após esta temporada.
Os resultados revelam que o consumo regular desta fruta pode melhorar a capacidade antioxidante do plasma sanguíneo e a resistência dos glóbulos vermelhos à fragmentação oxidativa. "Verificámos que algumas variedades de morangos tornam os eritrócitos [glóbulos vermelhos] mais resistentes ao stress oxidativo. Este facto pode ser de grande importância, se considerarmos que esse fenómeno pode conduzir a doenças graves", explicou o líder do estudo, Maurizio Battino.
A equipa analisa, agora, as variações causadas pela ingestão de quantidades menores de morangos, pois o consumo médio tende a ser uma tigela de 150 ou 200 gramas por dia. "O importante é que façam parte de uma dieta saudável e equilibrada, dentro das cinco porções diárias de frutas e legumes", apontou o cientista.
Os cientistas continuam a analisar diferentes variedades de morangos, já que cada uma tem as suas próprias quantidades e proporções de antioxidantes. Os morangos apresentam grande quantidade de compostos fenólicos, como os flavonóides, que diminuem o stress oxidativo que, para além de ocorrer em situações patológias e fisiológicas, dá-se no confronto entre "tipos reactivos do oxigénio" - em particular, os radicais livres - e as defesas antioxidantes do organismo.

Asteróide passou em alta velocidade pela Terra

Corpo celeste não causou transtornos

Trajectória do 2011 MD. (Imagem: Nasa)
Trajectória do 2011 MD. (Imagem: Nasa)
Um asteróide do tamanho de um autocarro passou, ontem, em alta velocidade perto da Terra, sem causar transtornos, segundo informaram cientistas da Nasa. Com o nome 2011 MD, devido ao seu pequeno tamanho, só foi descoberto dia 22 de Junho, por astrónomos do Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT), nos Estados Unidos e nessa data já se sabia que iria passar muito perto do nosso planeta, na região do Oceano Antárctico.

No momento em que mais se aproximou da superfície terrestre, a rocha espacial passou exactamente a 12.230,5 quilómetros, sobre o Atlântico Sul, segundo cálculos apresentados pela agência espacial norte-americana.
O asteróide teria 18 metros de extensão e 4,5 metros de largura. Foi descoberto somente na semana passada, em observações feitas a partir de um telescópio instalado no Estado norte-americano do Novo México.

De acordo com astrónomos, outros corpos celestes de tamanho parecido se aproximam da Terra a cada seis anos em média. No início de 2011, um bastante semelhante a este último passou a 5.471,5 quilómetros da superfície terrestre, também sem causar problemas. O asteróide que mais perto passou pela Terra foi o 2011 CQ1 com uma distância de 3.405 milhas.

Tripulação da EEI a salvo de detritos espaciais

Detritos passaram ao lado da estação
Detritos passaram ao lado da estação
Os seis tripulantes da Estação Espacial Internacional (EEI) refugiaram-se hoje em duas cápsulas Soyuz ligadas à estação para evitar os possíveis riscos causados por detritos que se aproximavam, informou hoje a agência russa Interfax.

“Foram detectados detritos espaciais, demasiado tarde para que a estação pudesse realizar manobras de evasão. Foi ordenado aos seis membros da tripulação que se instalassem nas naves Soyuz”, disse uma fonte da agência espacial da Rússia, citada pela Interfax.
Os detritos espaciais que hoje ameaçaram a segurança da EEI passaram a 250 metros de distância da estação e a tripulação de seis elementos já não corre perigo, informou hoje a agência russa Interfax.

Momentos depois, a mesma fonte anunciou que o perigo tinha passado, realçando, no entanto, que os detritos não identificados tinham passado mesmo ao lado da estação espacial.

“A tripulação foi informada que os detritos tinham passado ao lado da estação e que poderiam sair das cápsulas Soyuz”, referiu a fonte, precisando que os detritos ficaram a uma distância de 250 metros da estação.

Até ao momento, não houve qualquer confirmação oficial sobre o incidente. Uma porta-voz do centro de controlo russo de voos espaciais (TSOuP) indicou, em declarações à agência noticiosa francesa AFP, que não poderia “confirmar ou negar esta informação”. A actual equipa da EEI é composta por três elementos russos, dois norte-americanos e um japonês.

Stress urbano afecta o cérebro

Citadinos estão mais sujeitos a desordens de ansiedade e transtornos de personalidade

Estudo faz a capa da «Nature»
Estudo faz a capa da «Nature»
Quem vive em grandes cidades tem mais probabilidade de desenvolver desordens de ansiedade e transtornos de personalidade do que quem vive em sítios rurais. Isto não é propriamente uma novidade. Agora, um estudo realizado por uma equipa alemã e canadiana sobre os processos biológicos que determinam estes factores faz a capa do mais recente número da revista «Nature».
Os cientistas descrevem como os citadinos sofrem alterações em regiões cerebrais que regulam a emoção e o stress. Esta investigação pode ser um primeiro passo para que no futuro se criem estratégias para melhorar a qualidade de vida.
Sabia-se já, por estudos anteriores, que o risco de desordens de ansiedade era maior em 21 por cento em habitantes das cidades e que nos transtornos de personalidade o risco era maior em 39 por cento. A incidência da esquizofrenia é o dobro nas pessoas que nasceram e cresceram em cidades.
Jens Pruessner, co-autor do artigo e investigador do Douglas Mental Health University Institute (Montreal, Canadá), e investigadores do Instituto Central de Saúde Mental de Mannheim (Alemanha) observaram a actividade cerebral de voluntários saudáveis provenientes de zonas rurais e urbanas.
Através de um conjunto de experiências de ressonância magnética funcional, os investigadores comprovaram que a vida citadina está associada a respostas de maior stress na amígdala cerebelosa , zona do cérebro envolvida na regulação do afecto e do stress.
As experiências sugerem que as diferentes regiões do cérebro são sensíveis à experiência de viver num meio urbano. Futuros estudos podem tornar mais clara a relação entre as desordens mentais e a experiência de viver em cidades.